
O que complica – e muito – o sucesso da maioria das pessoas é a crença de que precisam ser competitivas para chegar lá. Sei que criticar o conceito de competitividade parece blasfêmia, já que o mundo corporativo exalta os competitivos, cobre de glórias os guerreiros que lutam para ser melhor que os outros. O fato é que ao se guiar pela necessidade de competir, as pessoas acabam fazendo o que todo mundo faz para atingir determinado resultado. Sentem-se quase que na obrigação de ter os mesmos cursos, treinamentos e informações que os outros têm, pois não querem ficar em situação de desvantagem. E assim, na ânsia de fazer o que todos estão fazendo, acabam adquirindo informação e qualificação sem nem refletir se aquilo será realmente útil para sua carreira. Criam um acúmulo de atividades, interesses e focos de atenção que pode mais atrapalhar do que melhorar seu desempenho no trabalho. Depois se queixam (de novo!) do stress, das pressões, da falta de tempo… Bem, você já sabe.
Que me desculpem os guerreiros, mas competir não leva ninguém ao sucesso. O que conduz ao sucesso é clareza do que é importante para nós, de acordo com nosso referencial interno.
Se escolhemos realizar o nosso propósito, optamos naturalmente por adquirir as competências de que precisamos para isso. Escolhemos aprender um idioma, fazer uma pós-graduação desenvolver determinadas habilidades somente se estivermos convencidos de que isso é importante e coerente com o propósito.
O importante não é competir, mas concorrer – correr com, correr junto. Concorrer é ter consciência de que somos únicos em nossas habilidades, potenciais, pontos fortes e fracos. É reconhecer e explorar o nosso diferencial, o traço pessoal inimitável, a marca registrada que nos distingue dos outros.
Se entendermos que somos únicos, não teremos a necessidade de ficar nos comparando com ninguém, nem medindo nossas competências ou resultados com os dos outros. Porque assim como cada um de nós é único, nossa trajetória de desenvolvimento também é única, nossas oportunidades e necessidades são únicas… Nosso sucesso é único.
Para reflexão: Será que por este caminho que estamos seguindo, poderíamos concluir que o ato de Competir está diretamente relacionada com a exclusão, assim como o de Concorrer com a inclusão?
Eu não tenho a intenção aqui de dar respostas e, sim, compartilhar com você algumas ideias. Veja o vídeo e, depois, mande seus comentários sobre o assunto. Essa troca é extremamente enriquecedora. Entra nessa conosco?
Leila Navarro é palestrante há mais de 10 anos e consolidou nesse tempo um forte nome no Brasil e no exterior. Ao abordar temas Comportamentais, de Liderança, Gestão de Pessoas, Vendas e Empreendedorismo, já teve suas palestras assistidas por mais de um milhão de pessoas e hoje integra o ranking dos 20 maiores palestrantes do Brasil, segundo aRevista Veja. Além disso, já ganhou por duas vezes o Prêmio dos 100 Melhores Fornecedores de RH – Categoria Palestrante do Ano (2005 e 2009).
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Autora de vários livros e uma das palestrantes mais requisitadas do Brasil, ministrando palestras em todo o Brasil e na Europa.





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